sexta-feira, 30 de julho de 2010

Parlamentares são homenageados no 11º ENET


Responsáveis pela aprovação da emenda dos 50% do Fundo Social do Pré-sal para a educação são aclamados em ato realizado no 11º ENET da UBES na tarde desta terça-feira, dia 27

Em mais uma atividade do 11º Encontro Nacional de Escolas Técnica (ENET), uma grande cerimônia realizada no auditório da IFRN homenageou os Senadores da República que contribuíram de forma direta para a aprovação do projeto que visa destinar 50% do Fundo Social do Pré-sal para a educação. O ato foi marcado ainda pela apresentação da carta do ENET e da entrega do Projeto UBES Brasil.


Estiveram presentes os senadores Inácio Arruda (PCdoB-CE), Juliano Medeiros, que representou o senador José Nery (PSOL-PA) e a deputada federal Fátima Bezerra (PT-CE). A senadora Fátima Cleide (PT-DF) também foi lembrada por todo seu empenho em prol da aprovação. Compondo a mesa: os presidentes da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES), Yann Evanovick; da União Nacional dos Estudantes (UNE), Augusto Chagas; o vereador da cidade de Natal, George Câmara, além do reitor da IFRN, Belchior de Oliveira.

Uma grande salva de palmas de cerca de 500 estudantes anunciou a entrada dos convidados na mesa. Yann Evanovick comentou sobre a importância das escolas técnicas para a formação profissional dos jovens. “A UBES reafirma que o seu principal dever é contribuir para ampliar e fazer com que as escolas técnicas a cada dia tenham a qualidade necessária para formar grandes profissionais”.

Com o debate girando em torno do tema “O Pré-sal e o Financiamento da Educação Profissional", Evanovick começou seu discurso falando sobre a grande jornada de lutas que aconteceu no início do ano e mobilizou milhares de jovens estudantes em todo o Brasil. “Muita gente ficou em dúvida, mas o movimento estudantil provou nas ruas que a pauta dos 50% do fundo social do Pré-sal mobiliza”, afirmou.

Em seguida, o presidente da UBES entregou ao representando do senador José Nery, a Deputada Fátima e o Senador Inácio Arruda, uma placa de agradecimento ao grande apoio à aprovação da emenda que destina 50% do Fundo Social do Pé-sal para a Educação.

Emocionada, Fátima agradeceu a homenagem recebida diante dos estudantes. “Para mim é uma grande alegria receber essa homenagem da UBES e da UNE, duas entidades que lutam e sempre lutarão pelos interesses dos estudantes no país. Muita coisa boa me aconteceu enquanto deputada federal, uma delas, a aprovação do FUNDEB que tive a honra de ser relatora”.

O representante do senador José Nery, Juliano Medeiros, levou as palavras e o sentimento do parlamentar em relação às conquistas protagonizadas pelos jovens estudantes. “A união de fará com que as reivindicações das entidades estudantis tenham propriedade para continuar lutando e conquistando”.

Arruda falou sobre a importância das escolas técnicas não só na vida profissional das pessoas, mas também na questão de incluir o indivíduo socialmente. “Quando peguei meu ‘canudo’ de eletrotécnica, no Ceará, percebi que não ficaria sem trabalho em lugar nenhum no mundo”.

O senador comentou o aumento significativo no número de escolas técnicas em todo o Brasil. “Em apenas oito anos de mandato do Presidente Lula, o número de institutos federais subiu de 100 para 214”. A expectativa é que até 2010 sejam 600 novos institutos federais.

Estudantes tomam as ruas de Natal
Na tarde de ontem, após a homenagem feita aos senadores, os estudantes que participaram do 11º ENET tomaram as ruas de Natal em direção à Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). Com a alegria e empolgação típica dos secundaristas, faixas, bandeiras e palavras de ordem foram pronunciadas na concentração que aconteceu em frente ao portão principal da Universidade.

Na linha de frente, Yann Evanovick e Augusto Chagas ditavam o ritmo das centenas de jovens marcharam em direção à reitoria da instituição. Lá, o presidente da UBES leu a carta do ENET, com todas as resoluções do que foi debatido nos dois dias de debates do Encontro Nacional de Escolas Técnicas.

Em breve, veja na íntegra a carta do ENET e as fotos da manifestação.

Paulo Tonon, de Natal


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Movimento LGBT é destaque no 11º ENET

O movimento de Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transexuais (LGBT) também marcou presença neste primeiro dia de encontro em uma das mesas de debate do 11º Encontro Nacional de Escolas Técnicas (ENET), em Natal. Com o tema girando em torno do tema “homofobia faltou à escola”, alguns convidados falaram um pouco sobre a homofobia que, infelizmente, acontece ainda hoje no ambiente escolar.

Na mesa estiveram presentes o representante do Conselho Municipal de Atenção à Diversidade Sexual, projeto dirigido pela prefeitura de São Paulo, Dário Neto e o Diretor LGBT da União Nacional dos Estudantes (UNE), Denílson Júnior. No início da atividade, a fim de deixar o clima entre os presentes mais descontraído, os palestrantes organizaram uma dinâmica de grupo para que cada um se apresentasse. Após a dinâmica, Dário iniciou seu discurso focando nas questões ligadas à homofobia, tema da última Parada do Orgulho Gay, realizada no mês de junho, em São Paulo.

Segundo ele, a homofobia no Brasil está dividida em três segmentos. O primeiro grupo denominado “prioritário”, formado por gays, lésbicas, travestis e transexuais. O segundo grupo, “secundários”, é composto por homens e mulheres que se dizem heterossexuais, que não correspondem com a masculinidade hegemônica. Por fim, Neto citou o grupo dos “demais alvos”, que sofrem com a homofobia de forma implícita, como amigos, familiares e até mesmo os próprios agressores que, ao cometerem algum ato de preconceito ou violência física contra homossexuais podem sofrer sansões que lhe renderão problemas para o resto da vida.

Bullying nas escolas: como combater?
Um assunto que ganha cada vez mais notoriedade pela sociedade nos dias de hoje é a prática do bullying, termo inglês utilizado para descrever todo e qualquer ato de violência física e psicológica praticado de forma repetida e intencional por um indivíduo.

O tema foi amplamente discutido na mesa de debates LGBT do ENET. Dário Neto apontou três características de bullying encontradas com mais freqüência nas escolas:
Ação direta se caracteriza, principalmente, por ser praticada entre homens. O agredido geralmente tem alguma fragilidade, seja ela física ou psicológica. Já o agressor tem um temperamento de liderança e consegue “aliciar” outros colegas a se voltarem contra uma determinada pessoa.

A ação indireta se dá através de comentários, intrigas e difamação feitos não necessariamente por um só agressor. O intuito dessas “táticas de isolamento” visa, sobretudo, desestimular as outras pessoas que podem vir a ter algum contato com o agredido.

“A UBES defende a inclusão da matéria sobre sexualidade na grade escolar. Essa medida, sem dúvida nenhuma, irá conscientizar e diminuir o número de casos de violência contra homossexuais”, finalizou Denílson.

Paulo Tonon, de Natal


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ENET debate pré-sal e o financiamento da educação profissional

No encerramento do evento, nesta terça-feira (27), estudantes travaram debate sobre esse tema fundamental para os rumos do desenvolvimento nacional: o pré-sal e o investimento em educação

A perspectiva de um grande debate acerca do tema Pré-sal pelos estudantes surgiu à medida que as entidades estudantis União Brasileira de Estudantes Secundaristas (UBES), União Brasileira de Estudantes (UNE) e a Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG) têm defendido intensamente o repasse de 50% dos recursos provenientes do fundo social do Pré-Sal com fins de garantir investimentos massivos e constantes na Educação.

Constituída em sua maioria por dirigentes de entidades estudantis de todo o país, a mesa foi composta por Ana Cristina, presidente do grêmio do IF de Cubatão (SP) e também diretora da União Paulista de Estudantes Secundaristas (UPES), Augusto Chagas, presidente da UNE, Bárbara, diretora do grêmio do IF de Vitória da Conquista (BA), Amanda Araújo e Larissa Lorena, presidente e diretora do grêmio do IFRN, Christian, diretor do grêmio do IFAM e Divanilton Pereira, dirigente da Federação Única dos Petroleiros (FUP) e do Sindipetro-RN.

Primeiro a palestrar, Divanilton Pereira, falou aos estudantes sobre a importância do Pré-Sal no desenvolvimento nacional e para o futuro de milhões de jovens brasileiros. Divanilton, que também é da direção do Sindicato dos Petroleiros do RN (Sindipetro-RN), explicou o valor histórico que constitui o período, suas tendências, as realidades nacional e internacional e as contestações nas esferas políticas acerca da extração e da destinação das verbas.

Processo histórico

O petróleo brasileiro, assim como as demais riquezas energéticas mundiais, gera uma disputa intensa que, como sabemos, produziu na construção histórica mundial muitos conflitos, sejam eles em esferas nacional ou internacional. E no Brasil, não foi diferente. Durante nossa colonização, o pau-brasil foi arrancado e subtraído de nossas fronteiras. Nas últimas décadas, o petróleo também foi alvo intenso das elites brasileiras que queriam a todo custo entregar nossa principal riqueza energética nas mãos do capital estrangeiro ou de uma pequena parcela da sociedade. Uma agenda neoliberal liderada pelo ex-presidente FHC e sua equipe de governo planejavam como destino para a Petrobras um controle total ou parcial de multinacionais petrolíferas como a empresa americana Texaco.

O governo neoliberal de FHC, apesar do enfrentamento dos trabalhadores, ainda conseguiu implantar uma de suas medidas entreguistas. O tucano conseguiu em 1997 interferir e mudar a legislação nacional que trata da extração do petróleo em solo nacional. A lei mudada por FHC prevê que o líquido natural que pertence à União enquanto produto subterrâneo, quando extraído, passa a pertencer à empresa responsável pela extração. Ou seja, além do capital privado ser pago para extrair, ainda é detentor do petróleo colhido em terras brasileiras. A FUP defende que o petróleo ao chegar à superfície deve continuar em posse da União.

Mudança nos rumos
Em 2003, com a eleição do presidente Lula, ocorre um fortalecimento da Petrobras, ocasionado pelos investimentos constantes com fins de alavancar o conhecimento cientifico na área de extração e refino. Durante esse período conseguimos ultrapassar uma crise financeira mundial com respeito internacional. Surge também a descoberta do Pré-Sal, fator de riqueza e desenvolvimento para o país nas próximas décadas.

Mas o que é o Pré–sal?
Segundo o diretor da FUP, Divanilton Pereira, podemos dizer que “o pré-sal é propriedade do esforço e da inteligência do povo brasileiro e deve ser focado nos gargalos estruturantes da sociedade”. Não se trata de entregar esse superávit apenas a um determinado estado ou cidade. As riquezas do pré-sal devem garantir o progresso a todos os municípios do país.

E por se tratar de indispensável para o futuro do país, o financiamento público da educação brasileira deve partir de um fundo proveniente das riquezas desse período de extrema fartura. Não se pode admitir que uma potência energética (pois o país se tornará em breve) não invista em ciência, tecnologia e inovação. E só se investe nesses três fatores, se investirmos em educação de base. Divanilton declara que “é imprescindível que se aplique na base educacional para que tenhamos um país soberano com riqueza social. O petróleo é um bem estratégico para qualquer avanço nacional. Essa é uma batalha que não acabou e que exige muita vigilância e muito debate nacional.” Ele conclui: “Parabenizo todos os estudantes pelo debate e espero que vocês possam fazer história ao pressionarem para que esses recursos sejam destinados à educação.”

O presidente da UNE, Augusto Chagas, falou aos estudantes em seguida, afirmando a importância do novo período vivido pelas nações sul-americanas, de seus presidentes e da união desses países em desenvolvimento na luta para evoluirmos em questões específicas e de interesse do nosso continente.

O movimento estudantil defende que se entenda que esses novos períodos de transformação são importantes, pois são neles que conseguimos evidenciar e obter nossas principais causas e vitórias. Para Chagas, o fortalecimento do Estado é essencial para podermos “exercer uma pressão política mundial e alavancarmos as mudanças sociais em nosso país, como o emprego, a moradia, a educação e a saúde”. A eleição que se segue é decisiva, pois precisamos nos mobilizar para esse importante enfrentamento. O movimento estudantil deve exercitar sua pressão política e o pré-sal é um dos capítulos que aparecem no meio de toda essa luta que temos travado cotidianamente para mudar o nosso Brasil.

O presidente da UNE afirmou que “a descoberta que nós fizemos colocará o Brasil como um dos maiores produtores do mundo e já é com certeza a maior descoberta de petróleo nas últimas décadas. E precisamos saber o que vamos fazer com isso.”

A UBES, a UNE e a ANPG têm papel fundamental nesse processo e se unem para lutar pela garantia de investimentos na educação oriundos dessa riqueza. Os ciclos econômicos existentes em nosso país não foram aproveitados. Desde a época da extração do pau-brasil, vemos nossas riquezas serem saqueadas rumando outras nações ou para uma pequena parcela da sociedade brasileira. A meta é uma só: diminuir as desigualdades sociais em nosso país. Com esse objetivo é fundamental investir na educação, para só assim termos um ensino público gratuito, de qualidade e socialmente referenciado.

Arthur Varela, de Natal


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Grupos de trabalho aprofundam debate no 11º ENET

Na segunda-feira (26), foram realizados 11 grupos de trabalho com o objetivo de democratizar e aprofundar o debate sobre os temas que estão no dia-dia dos estudantes brasileiros, em especial os de escolas técnicas. Destaque para o movimento estudantil nas IFs; Mulher e educação profissional e “Novas tecnologias e comunicação”

Em meio a diversas opções, um dos mais concorridos foi o grupo que tratou de “Movimento Estudantil e a Rede dos Institutos Federais”, no qual a 1ª diretora de Escolas Técnicas da UBES, Manuela Braga, expôs o histórico do movimento estudantil nas escolas técnicas. Nessas instituições, até bem pouco tempo, não era permitida a livre organização dos estudantes em grêmios ou a entrada das entidades gerais, como a UMES ou UBES.

Foi registrado também a histórica luta contra o decreto 2208, instituído pelo governo FHC/Paulo Renato, que proibia a expansão do ensino técnico no país e o desmembramento do ensino médio. “Hoje o movimento estudantil vive novos ares nas escolas técnicas onde os estudantes são convocados para participar de conselhos deliberativos e consultivos. Além disso, os grêmios estudantis são construídos e incentivados para mobilizar os alunos a conquistarem seus direitos”, explicou Manuela.

O grupo que debateu a “Mulher e a Educação Profissional” teve como mediadora Laura Sitto, diretora de Mulheres da UBES. Nele se discutiu a problemática do machismo no mercado de trabalho que, mesmo com qualificação profissional, muitas mulheres ainda recebem remunerações menores que os homens, ou ainda a ocupação de postos de gerência que em 90% dos casos são destinados a homens de qualificação inferior.

Outro debate que mobilizou os estudantes foi sobre “Novas Tecnologias e a Democratização dos Meios de Comunicação”, mediado pela diretora de Comunicação da UBES, Ariana Souza.

No debate, o jornalista e palestrante Sávio Hackradt resgatou o papel da imprensa alternativa no período da ditadura militar, quando jornais - como Movimento e Opinião - enfrentaram os generais. Hoje, segundo Sávio, a mídia brasileira esta regionalizada do ponto de vista do seu controle por grupos familiar/econômico vinculados a empresas nacionais comprometidas com a especulação e o não desenvolvimento soberano.

Jan Varela, de Natal



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terça-feira, 27 de julho de 2010

11º ENET: estudantes cobram mais avanços no ensino técnico

Encontro que reúne mais de 500 estudantes em Natal (RN) inicia com balanço da luta do movimento secundarista; debate no ano eleitoral "traz mais esperanças", opina participante

Mais de 500 estudantes lotaram o ginásio do Instituto Federal de Tecnologia do Rio Grande no Norte IFRN, em Natal, na manhã desta segunda-feira, 25, para a abertura do 11º Encontro Nacional de Escolas Técnicas (ENET). O encontro que visa debater as principais questões referentes ao ensino técnico no Brasil, teve inicio às 10h e contou com a presença de diversos representantes e segmentos responsáveis pela qualidade e melhoria da educação pública em nosso país.

A primeira mesa de debates “O papel da educação profissional e o novo projeto de desenvolvimento do Brasil” foi composta por Yann Evanovick, presidente da UBES, Belchior Oliveira, Reitor do IFRN, Getúlio Marques, Diretor do Ministério da Educação (MEC/SETEC), Elisangela Lizardo, presidente da Associação nacional de Pós Graduandos (ANPG), Enilson Araújo, diretor-geral do Campus IFRN Natal-Central, George Câmara, vereador em Natal (PCdoB-RN) e Hugo Manso, professor do IFRN, representando o Partido dos Trabalhadores (PT).


O presidente da UBES, Yann Evanovick saudou os delegados e convidados do evento, cujo início coincidiu com o aniversário de 62 anos de história da entidade secundarista no domingo (24). Ele ressaltou o papel fundamental da UBES na construção da democracia em nosso país e na luta diária pela qualidade do ensino médio, principal responsável por alavancar a continuidade de perspectiva do estudante em concluir seus estudos e aprofundá-los.

Evanovick lembrou ainda o momento especial desse 11º ENET, que ocorre às vésperas das eleições presidenciais. ”Embora a UBES não venha (ou venha) a apoiar claramente um candidato especifico à presidência da República, a União Brasileira de Estudantes Secundaristas tem lado, e o lado no qual nós estaremos é do lado de quem fortalece a educação em nosso país, de quem pode dar um passo importante para a construção de um melhor ensino para o Brasil”.

Em seguida, o reitor do IFRN, Belchior Oliveira falou aos estudantes sobre a importante fase que a sociedade brasileira vivencia com as eleições. Para Belchior é chegada a hora de “escolhermos um representante que lute pela expansão e consolidação do ensino tecnológico no país”. Segundo ele, é fundamental o documento-relatório que será elaborado e apresentado no 11º ENET para que se “dê um passo importante na construção de uma educação tecnológica de qualidade” em nosso país. A ideia é que este seja uma plataforma estudantil específica dos alunos das técnicas, que será entregue aos presidenciáveis para que assinem e o adotem em seus programas de governo.

O diretor do MEC, Getúlio Marques, explicitou qual o papel que o Ministério da Educação tem realizado nos últimos anos, com ênfase, sobretudo, nos ajustes e expansões do ensino técnico nos estados brasileiros nas duas últimas décadas. “Só a partir do governo Lula, em 2003, as mudanças ocorreram significativamente, pulamos de 140 para 354 novas escolas federais”, afirmou Marques. “Além do mais, houve um processo de interiorização do ensino técnico. Antes só havia escolas técnicas na capitais ou em cidades litorâneas. Para se ter uma ideia, no Rio Grande do Norte tínhamos duas instituições de ensino, hoje são quinze unidades.”

A presidente da Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG) também deixou um recado à plateia. Elisangela Lizardo falou da importância dos estudantes secundaristas, chamando-os de “futuros cientistas” co-responsáveis pelo progresso e futuro do país. Para ela, o desenvolvimento e o sucesso do Brasil estão relacionados diretamente aos investimentos na educação pública de qualidade. Elisangela afirmou também a importância de bolsas de iniciação cientifica para o ensino médio e tecnológico, fundamentais para que se tenha mais pesquisa, e com isso, mais empregos e mais geração de renda. O representante do PT, Hugo Manso ressaltou a importância do evento para o ensino público brasileiro, ao valorizar o papel da juventude no desenvolvimento da nação. Hugo também defendeu mais escolas no combate à disseminação das drogas entre a juventude.

Já o vereador de Natal George Câmara, representando o PCdoB, iniciou sua intervenção parabenizando a UBES pelo papel que tem na atual conjuntura ao debater a necessidade de um ensino técnico vinculado a educação que forma a cidadania. O parlamentar recordou que a data de abertura do 11 ENET também é a mesma da perda dos militantes do movimento social no Rio Grande do Norte, Glênio Sá, Alírio Guerra e Chicão que há 20 anos morreram. Como homenagem, o plenário deu uma salva de palmas a esses lutadores.

Ao encerrar a primeira mesa de debates do ENET, Evanovick convocou a juventude a debater o Projeto Brasil, que será apresentado aos candidatos à presidência da Republica, como forma de contribuir com os planos de governo voltados à educação.

Apreensão, entusiasmo e esperança: secundaristas opinam sobre o ENET
Pernas inquietas e olhar apreensivo. Esse foi o cenário que marcou a mesa inaugural de discussão na abertura oficial de debates do 11º Encontro Nacional de Escolas Técnicas (ENET), da UBES.
Atentos às discussões da primeira mesa de debates, os jovens vindos de todos os cantos do país contaram ao EstudanteNet suas ideias sobre a contribuição que o encontro pode dar para melhorar a qualidade do ensino técnico no Brasil.

A estudante Tarsila Barbosa, do campus do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia (IFRN), afirma ter perdido diversos bons professores por conta da má distribuição de verbas feita entre as escolas técnicas, refletindo na qualidade do ensino. “Perdi muitos professores, remanejados a outras unidades no intuito de equipar todas as instituições do Rio Grande do Norte no quesito qualidade, mas o que aconteceu foi justamente o contrário. Tenho medo que isto ocorra no resto do Brasil”.

Para equiparar a qualidade das aulas em todas as ETs do Brasil, Fernanda Figueiredo, também da IFRN, diz que são necessários investimentos não só na estrutura física da instituição, mas principalmente no profissional de ensino que atua diretamente com os jovens. “Quando existem professores motivados, seja com um salário a altura de sua responsabilidade, seja com condições de trabalho adequadas, a produtividade escolar e o aprendizado crescem muito”, declarou.

“Este evento sendo realizado em um ano eleitoral nos permite ter mais esperança. O ENET veio para dar um ‘empurrão’ e nortear os rumos da educação deste segmento de ensino no país”, afirmou esperançoso Marlos Couto, do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Goiás (IFG).

Paulo Tonon com Arthur Varela, de Natal
Fotos: Vanessa Stropp

domingo, 25 de julho de 2010

11º ENET da UBES: programação

Programação do 11º ENET
Encontro Nacional de Escolas Técnicas da UBES
Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia-IFRN/Tirol-Natal
25 a 27 de julho de 2010

Domingo, 25 de julho – 12h
• Credenciamento: O credenciamento será realizado na sala do grêmio estudantil do instituto que estará devidamente sinalizado. Lembrando que a taxa de inscrição é de R$ 20,00 e dará direito a alimentação, alojamento, transporte e acesso a todas as atividades oferecidas no evento.

Domingo, 25 de julho – 21h
• Show musical na Universidade Federal de do Rio Grande do Norte (UFRN) com bandas regionais.
Domingo, 25 de julho – 23h
• Show do Zeca Baleiro

Segunda-feira, 26 de julho – 9h
Mesa 1- O papel da educação profissional e o novo projeto de desenvolvimento do Brasil
• Yann Evanovick – Presidente da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas/UBES
• Augusto Chagas – Presidente da União Nacional dos Estudantes/ UNE
• Elizangela Lizardo – Presidente Associação Nacional dos Pós-Graduandos /ANPG
• George Câmara – Vereador da Câmara Municipal da Cidade de Natal
• Getúlio Marques – Diretor do Ministério da Educação – MEC/SETEC
• Belchior Oliveira – Reitor do Instituto Federal do Rio Grande do Norte/IFRN
• Partido Comunista do Brasil – PcdoB / A confirmar
• André Campos – 1º Secretário da UBES / Partido Socialista Brasileiro/PSB
• Wellington Bernando - Partido Comunista Revolucionário/PCR
• Partido dos Trabalhadores – PT / A confirmar
• Partido Pátria Livre – PPL / A confirmar

Segunda-feira, 26 de julho – 14h
Ciclo de debates
1- Meio ambiente e a educação profissional
• Weverton Mattias (Mulambo) – Diretor de Meio Ambiente da UBES
• Roberta Barcellos Pessanha Crespo – Membro da Rede da Juventude pelo Meio Ambiente /REJUMA
• Diego Loiola – Diretor do DCE do Instituto Federal de Ciência e Educação do Ceará/IFCE

2- A mulher e a educação profissional
• Camila Moreno – Membro da Marcha Mundial de Mulheres/MMM
• Louise Caroline - Secretaria Especial da Mulher – Caruaru/PE
• Louise Félix – Diretora da UBES
• Laura Sitto – Diretora de Mulheres da UBES
• Nara Teixeira de Souza – Coordenadora da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino/CONTEE

3- Novas tecnologias e a democratização dos meios de comunicação
• Ariana Souza – Diretora da UBES
• Sávio Hackradt - Publicitário e Profº da USP
• André Felipe Brito - Conferência Nacional de Comunicação/CONFECOM

4- A nova lei do estágio e o 1º emprego
• Thomaz Bahia – 2º Vice Presidente da UBES
• Danilo Moreira – Presidente do Conselho Nacional da Juventude/CONJUVE
• Renato Ludwig de Souza – Ministério do Trabalho e Emprego

5- Gestão democrática e participação nos conselhos
• Belchior Oliveira – Reitor/Diretor do Instituto Federal do Rio Grande do Norte/IFRN
• Hugo Manso – Professor do Instituto Federal do Rio Grande do Norte/IFRN/CONIF
• Lindemberg – Estudante/conselheiro do Instituto Federal do Rio Grande do Norte/IFRN

6- A educação profissional e a EJA (Educação de Jovens e Adultos)
• Caio César – Diretor da UBES
• Vânia Nobile - Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica/MEC/SETEC
• Dante Moura – Professor da Instituto Federal do Rio Grande do Norte/IFRN

7- Educação profissional, a CONAE e o PNE
• Gabrielle D’Almeida – Diretora da UBES e membro da Comissão Organizadora da CONAE 2010
• Francisco das Chagas – Secretário do Ministério da Educação e coordenador da Comissão Organizadora da CONAE 2010
• SINASEFE – A confirmar

8- O desenvolvimento de pesquisa na educação profissional
A confirmar debatedores

9- Movimento Estudantil e a Rede dos IF's
• Manuela Braga – 1ª Diretora de Escolas Técnicas da UBES
• Carlos Henrique – Diretor de Escolas Técnicas da UBES
• André Campos – 1º Secretário da UBES

10- Reforma curricular da educação profissional
• Helton Silva – Secretário Geral da UBES
• Carlos Artexes Simões - Concepções e Orientações Curriculares para Educação Básica da SEB/MEC
• Luiz Augusto Caldas – Diretor de Formulação de Políticas de Educação Profissional e Tecnológica da SETEC/MEC

11- A UBES no combate a homofobia por um amanhecer mais colorido
• Denílson Alves Batista Junior – Diretor LGBT da União Nacional dos Estudantes/UNE
• Alessandro Melchior Rodrigues – Juventude da Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais/ABGLT
• Dario Ferreira Souza Neto - Conselho municipal da atenção a diversidade sexual/Prisma USP
• André Ribeiro – Diretor da Escola Jovem LGBT

Terça-feira, 27 de julho – 9h
O Pré-sal e o financiamento da educação Profissional
• Yann Evanovick – Presidente da UBES
• Elizangela Lizardo – Presidente Associação Nacional dos Pós-Graduandos /ANPG
• Augusto Chagas – Presidente da União Nacional dos Estudantes/ UNE
• Divanilton Silva – Diretor da Federação Única dos Petroleiros/FUP
• Sindicato dos Petroleiros do Rio Grande do Norte/Sindipetro/RN – A confirmar
• César Callegari – Presidente da Câmara de Educação Básica do Conselho Nacional de Educação
• Nicoly Kulcheski Lachovicz - Membro Comitê do Pré-sal/CMS-PR
• Otávo Augusto Tavares – Secretário de Estado da Educação e da Cultura
• Ministério da Educação/MEC – A confirmar

Terça-feira, 27 de julho
Homenagem aos Senadores que colaboraram para a aprovação dos 50% do Fundo Social do Pré-sal para a Educação
• Homenagem ao Senador Inácio Arruda – PcdoB/Ceará
• Homenagem ao Senador José Nery – PSOL/Pará

Terça-feira, 27 de julho – 14h
Ato Político, Apresentação da Carta do ENET e do Projeto UBES Brasil

Terça-feira, 27 de julho – 16h
• Passeata que sairá do IFRN com destino a UFRN para apresentar o Projeto UBES Brasil e a carta do ENET a diversas autoridades políticas.

11º ENET da UBES
Data:
A partir do dia 25/07/10
End.: Av. Salgado Filho, 1559, Tirol-Natal

Show's na UFRN
Horário:
A partir das 21h
End.: Avenida Senador Salgado Filho - Pista Lateral, 3000 - Lagoa Nova-Natal

UBES completa 62 anos de história

União Brasileira dos Estudantes Secundaristas completa hoje 62 anos de lutas e grandes conquistas. A data marca também a abertura do 11º ENET, em Natal

No próximo domingo, 25, acontece a abertura do 11º Encontro Nacional de Escolas Técnicas da UBES, em Natal. O encontro receberá até o dia 27 diversos convidados que irão discutir, entre outros assuntos, o futuro da educação técnica e profissional no Brasil. A abertura do evento coincide com o aniversário de 62 anos da fundação da entidade, em 25 de julho de 1948.

Durante todo esse período, a UBES travou grandes batalhas em favor dos estudantes, centralizando todas as mobilizações de debate visando à transformação da educação no Brasil. Destaca-se nesse período a “reconstrução” da entidade após grande repressão dos militares durante a ditadura militar, instalada em 1964.

Sem deixar a chama da vontade de construir o futuro da educação no Brasil se apagar, o movimento estudantil representado pela UBES e pela UNE deram a volta por cima. A partir de 1977, entidades secundaristas foram se fortalecendo aos poucos nos “centros cívicos” de várias cidades espalhadas no país, o que culminou na formação de novos grêmios e o ressurgimento da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas ainda mais fortalecida.

“A entidade esteve presente em momentos históricos do Brasil, como nas ‘Diretas Já’, em 1984, declarando apoio incondicional à eleição de Tancredo Neves, e o ‘Fora Collor’, episódio que marcou a presença dos ‘caras pintadas’ pedindo o impeachment do então presidente da república, Fernando Collor”, declarou o presidente da UBES, Yann Evanovick.

Ultimamente, a entidade está engajada na destinação dos 50% do Fundo Social do Pré-sal para a Educação, recentemente aprovado pelo senado e que aguarda a sansão do presidente Lula. No início deste mês, a PEC da Juventude, uma das principais bandeiras do movimento estudantil foi aprovada pelos parlamentares. Ela formaliza na constituição o conceito de “juventude”, e promete desburocratizar as tramitações de liberação de recursos para a melhoria da educação no Brasil.

“O PEC da Juventude dará ao jovem cidadão brasileiro o direito à saúde, à educação, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária, além de colocá-los a salvo de toda forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão” afirmou Evanovick.
Durante essas mais de seis décadas, a UBES se consolidou na sociedade brasileira como a principal guardiã dos secundaristas brasileiros, pautando e mobilizando em busca de um sistema de ensino justo e de qualidade.

UBES se posiciona sobre sucessão presidencial
Mantendo sua tradição de sempre seguir uma linha marcada pela coerência e, acima de tudo, a expansão do país, a UBES mais uma vez opta pela pluralidade de suas forças políticas para decidir a quem apoiar na próxima eleição presidencial, mesmo tendo a grande maioria dos estudantes que compõem a entidade declarando apoio à candidata da petista Dilma Rousseff.

Em meio à realização do 11º ENET, a entidade irá definir sua posição no processo eleitoral durante a reunião de sua diretoria plena no dia 26. A decisão será divulgada na apresentação do Projeto UBES Brasil à plenária do encontro. O projeto visa, sobretudo, oficializar as propostas do movimento estudantil para os próximos anos, tais como o desenvolvimento em várias áreas, entre elas, educação, saúde, educação e cultura.

Paulo Tonon, de Natal

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